sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sindicância: notícia no Folha Online

   
Com algum atraso (nosso), notícia na Folha Online, na seção Educação.

Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u734887.shtml

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13/05/2010 - 20h21
Faculdade de Direito da USP abre sindicância contra vice-diretor

da Reportagem Local

Professores, alunos e funcionários da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo) decidiram nesta quinta-feira, em reunião da congregação, abrir uma sindicância para apurar supostas irregularidades cometidas pelo vice-diretor da faculdade, Paulo Borba Casella. O pedido foi feito pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, que informou a abertura do procedimento.

Alunos de direito da USP pedem saída de vice-diretor

Alunos e professores protestam contra a transferência dos livros das bibliotecas departamentais do prédio histórico do largo São Francisco para um imóvel na rua Senador Feijó. O Ministério Público entrou com uma medida cautelar, aceita pela Justiça, para que a Diretoria da faculdade transferisse os livros que estavam encaixotados na rua Senador Feijó de volta para o antigo prédio.

De acordo com Amanda Claro, secretária do centro, Casella agiu fora da legalidade e não há mais legitimidade para ele continuar no cargo. "No fim de semana, quando o diretor Antonio Gomes Magalhães Filho estava hospitalizado, Casella se aproveitou da situação para tentar revogar a ordem do diretor de que os livros voltassem para o prédio histórico. Alguns professores consideraram isso como um ato criminoso", afirmou.

Claro afirmou que os alunos querem que o reitor da USP, João Grandino Rodas, seja responsabilizado pelos prejuízos que os livros sofreram durante a transferência.

"Foi um ato irresponsável do reitor Rodas, quando ele ainda era diretor da Faculdade de Direito, em janeiro. Ele não consultou os alunos sobre a transferência. O reitor justificou a mudança com a necessidade de mais salas disponíveis. Com a transferência dos livros, oito salas ficaram desocupadas, sendo que a demanda era de apenas duas."

De acordo com os alunos, o prédio da rua Senador Feijó não tem vistoria do Corpo de Bombeiros e possui vazamentos de água. "Alguns livros já foram prejudicados. Vamos fazer um levantamento de quantos foram", disse.

O reitor da USP não respondeu, até as 20h, o pedido de entrevista da reportagem. Casella não foi encontrado para comentar a abertura de sindicância.
  

Paralisação continua nesta sexta-feira

     
Assim como ocorreu no período da manhã, o noturno se reuniu para discutir a mobilização em torno das bibliotecas e seus desdobramentos. A Sala dos Estudantes ficou completamente lotada. Chegou a ser necessário abrir as portas para que mais Franciscanos pudessem acompanhar e participar.

Resultados principais: o noturno, à semelhança do que decidira o matutino, decidiu pela paralisação também nesta sexta-feira, dia 14 de maio; também foi votada e aprovada a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, para o dia 18 de maio.

Mais informações na Edição Extraordinária do I.E. do Centro Acadêmico, abaixo reproduzida.

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INFORME ELETRÔNICO
Centro Acadêmico XI de Agosto
108ª Diretoria

Edição Extraordinária - São Paulo, 14 de maio de 2010
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1. Paralisação dos Estudantes

2. Teses de Láurea

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1. Paralisação dos Estudantes

Pela primeira vez em muito tempo, enfim, a Faculdade parou.

A adesão à paralisação foi praticamente integral, e o dia de ontem foi importante para que uma série de debates fosse realizado, seja quanto à situação de nossa Faculdade, seja quanto à organização da paralisação.

Ocorreu, ainda, uma reunião extraordinária da Congregação em que foi aprovada a instauração de uma comissão de sindicância para apurar eventuais ilícitos cometidos pelo Vice-Diretor, Paulo Borba Casella, na tentativa de barrar a volta dos livros, na última sexta-feira, os quais poderão levar à destituição do atual Vice-Diretor de seu cargo.

Nas reuniões abertas, tanto da manhã quanto da noite, se deliberou pela manutenção da paralisação nesta sexta-feira.

Assim, nessa sexta-feira, a Faculdade continuará paralisada.

Ocorrerá, hoje, sexta-feira às 11h, uma reunião aberta que deliberará acerca da possibilidade de manutenção da paralisação até segunda de manhã.

O período noturno já deliberou para a volta às atividades na segunda-feira, à noite.

Será elaborada uma programação conjunta, entre XI, partidos políticos, RD e Movimento Pró-Acervo 182-21, que contará com uma aula pública, à noite, cujo professor que a ministrará será confirmado ainda na manhã de hoje.

Por fim, o Centro Acadêmico XI de Agosto convocará uma Assembléia Geral Extraordinária para próxima terça-feira, dia 18 de maio. Existe a possibilidade de que haja, neste dia, nova paralisação para a realização da AGE.

Participe!

Venha para Faculdade nesta sexta e aproveite esse momento único para se rediscutir o que tem sido feito com a São Francisco!

 

2. Teses de Láurea

Na Reunião Aberta realizada na noite desta quinta-feira, os quinto-anistas presentes propuseram a organização de um espaço de discussão para delinear estratégias e objetivos a fim de se mitigar ao máximo os graves danos trazidos à elaboração da tese pela falta de bibliotecas.

Serão realizados dois encontros, todos nesta próxima segunda-feira, dia 17, no Pátio das Arcadas, às 10h e 19h.

Convidamos a todos os quinto-anistas, e demais alunos interessados, que compareçam, para colaborar na elaboração da proposta de atuação, quanto às teses, que será apresentada na Assembléia Geral Extraordinária no dia seguinte!

   

Reunião da Congregação: sindicância

 

Reportagem de Carolina Stanisci e Carlos Lordelo, colaboradores especiais do Estadão.edu, dá conta do resultado da reunião extraordinária da Congregação, que deliberava sobre a abertura de sindicância para apurar a acusação de que o vice-diretor da FDUSP, professor Paulo Borba Casella, teria tentado agir ilegalmente em nome do diretor Magalhães.

Disponível em:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vice-diretor-da-faculdade-de-direito-da-usp-sera-investigado,551487,0.htm

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Vice-diretor da Faculdade de Direito da USP será investigado
 
Instituição abre sindicância contra Paulo Borba Casella por ele ter tentado revogar ordem do diretor
13 de maio de 2010 | 20h 36
Carolina Stanisci e Carlos Lordelo - Especial para o Estadão.edu

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiu na noite desta quinta-feira, 13, abrir sindicância contra seu vice-diretor, Paulo Borba Casella. Ele teria tentado revogar ordem de transferência dos livros da biblioteca para o prédio histórico, no Largo São Francisco, região central.

A decisão foi tomada em reunião da Congregação, instância máxima da instituição. Casella deixou a sala protegido por outros professores. Na porta, cerca de cem estudantes gritavam palavras de ordem e pediam seu afastamento.

O pedido de sindicância foi feito pelos alunos, mas professores importantes da faculdade, como Miguel Reale Junior, também assinaram o documento.

A mudança da biblioteca tem motivado uma queda de braço na faculdade. Os alunos mantêm as atividades paralisadas desde quarta-feira e espalharam faixas e cartazes pelo prédio histórico.

Na sexta-feira passada, Casella teria ameaçado funcionários para evitar a remoção, contrariando o diretor, Antonio Magalhães Filho, e uma decisão judicial. Ele é ligado ao ex-diretor, João Grandino Rodas, responsável pela mudança do acervo para o prédio anexo, na Rua Senador Feijó.

“Acho que o professor Grandino tentou marcar a gestão com essa transferência e talvez a volta para a faculdade represente retrocesso”, disse Magalhães, que afirma ter bom relacionamento com Rodas.

O professor Gilbero Bercovici, que faz parte da Congregação, foi mais duro nas críticas. "Ele foi o diretor que mais maltratou essa faculdade", disse ele, principalmente se referindo às mudanças na biblioteca.

A chefe da biblioteca, Andréia Wojcicki, afirmou ao Estado que é necessária uma ampla reforma entre o 5º e o 9º andar do prédio anexo para acolher todos os 180 mil livros dos dois acervos da biblioteca que estão destinados ao edifício.
  
 

Reunião da Congregação: discussão sobre a sindicância contra o professor Casella

   
A colaboradora do ESTADÃO.EDU, Carolina Stanisci, está acompanhando de perto todos os acontecimentos na Academia. Mantém, assim como outros colaboradores do Estadão, um blog em que coloca as notícias mais recentes; algumas destas reportagens passam à pauta principal do jornal.

Disponível em:

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Casella diz que não sai e chama alunos de ‘nazistas’
por Carolina Stanisci
Seção: Geral

13.maio.2010 18:46:31

O vice-diretor da Faculdade de Direito da USP, Paulo Borba Casella, avisou que não vai deixar o cargo e chamou de “nazistas” os alunos que pedem seu afastamento. Ele se defende da acusação de ter “usurpado o poder”, como dizem os estudantes, porque tentou revogar, na última sexta-feira, a ordem de transferência dos livros da biblioteca para o prédio histórico.

Neste momento, professores e representantes estudantis estão reunidos para decidir sobre a abertura de sindicância contra Casella. Cerca de 100 alunos esperam o resultado do lado de fora da sala da Congregação, instância máxima da faculdade, em que são definidas as ações da instituição.

O professor Marcus Orione Gonçalves Correia não pôde ficar até o fim da reunião, mas adiantou seu voto. Segundo a reportagem apurou, Correia se declarou a favor da abertura de sindicância contra o vice-diretor da faculdade e da instauração de processo administrativo para apurar o vai e vem do acervo da biblioteca.

Segundo um professor, que preferiu não se identificar, ontem à noite chegou à faculdade um ofício encaminhado pela reitoria da USP. O documento pressiona a direção do Largo São Francisco para decidir o destino do prédio anexo, na Rua Senador Feijó, para onde foram levados cerca de 180 mil livros. O texto diz ainda que a reitoria pode pedir o edifício de volta, caso não seja usado pela Faculdade de Direito.
     

O Ato do 12 de maio: notícia no blog do Estadão.edu

   
Do blog da Redação do Estadão.edu.

Disponível em:
http://blogs.estadao.com.br/ponto-edu/faixas-satirizam-reitor-da-usp/

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Faixas satirizam reitor da USP

por Redação
Seção: Sem categoria
13.maio.2010 17:20:46

A Faculdade de Direito da USP está tomada por faixas e cartazes feitos pelos alunos. Os estudantes protestam contra o processo de mudanças da biblioteca para um prédio anexo e atitudes do vice-diretor, Paulo Borba Casella, que na sexta-feira passada tentou revogar ordem de transferência dos livros para o prédio histórico, no Largo São Francisco.




Alunos estendem faixa no Largo S. Francisco

Os cartazes, com palavras de ordem, começaram a ser afixados na manifestação realizada ontem, no pátio das Arcadas. Cerca de mil estudantes participaram do ato. Uma das faixas diz: “Ó, grande Grandino / Menino levado da breca / Não vai mais ser ministro / Por causa da biblioteca.”




Estudantes tamparam placa da sala que recebeu o nome do escritório Pinheiro Neto

Os alunos também reclamam do batismo de salas com nomes de doadores. A tradição manda que os espaços sejam nomeados por antigos professores da faculdade.

A reforma para o auditório, no primeiro andar, e a sala, no térreo, foi feita com verba substancial doada pelos herdeiros do banqueiro Pedro Conde e do advogado Pinheiro Neto. Os espaços agoram levam seus nomes.

Para mostrar indignação, os alunos dizem que vão batizar um dos banheiros da faculdade como “Sala João Grandino Rodas”, em referência ao reitor da USP.

Crédito das fotos: Leonardo Soares/AE

  

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nosso Porta-Voz no Ato do 12 de Maio

   
Parabéns ao colega Octavio pela coragem e pela ousadia em proferir palavras ponderadas durante o Ato, como porta-voz do Movimento Pró-Acervo das Arcadas.

Buscou na história elementos que considerou pertinentes e que melhor representassem os valores que norteiam o movimento.

No calor das discussões, das graves denúncias e da efervescente indignação que tomou o Território Livre, os discursos proferidos por grande parte dos presentes tendeu a fugir do tema central adotado pelo Pró-Acervo.

Assim, nosso colega Octavio procurou manter a coerência do discurso adotado pelo Movimento. Sim: protestar, reclamar, exigir. Mas também sugerir, oferecer ajuda, tentar interferir.

Sem sombra de dúvidas, todos os assuntos tratados no Ato são de nosso interesse individual. Mas, pelo menos até agora, não fizeram parte das discussões da Turma 182-21 de forma coletiva.

Se o discurso do Octavio seguisse o improviso e se deixasse influenciar pelos discursos dos ilustres oradores que ocuparam a tribuna, então talvez estivéssemos sendo incoerentes com nossa posição até agora externalizada.

De fato, muitos estranharam o teor das palavras de nosso Porta-Voz. Isto porque nem todos acompanharam os graves acontecimentos como nós mesmos acompanhamos.

Ademais, se este é o estilo do Octavio, LEGÍTIMO que ele o adote para se manifestar. Sua cultura e imenso repertório sempre nos impressionam. Não por acaso, é um grande defensor das Bibliotecas.

Em nome do interesse comum, assumiu grande responsabilidade. Em sua estreia como orador, diante de tão nobre público, tem para si reservado um futuro brilhante. Claro, há grande espaço para se aprimorar como orador, mas como diz um provérbio chinês, um caminho de mil léguas se inicia com o primeiro passo.

(Se erramos no provérbio, é porque ainda não entendemos muito bem o mandarim!)

Parabéns, Octavio, e obrigado por sua coragem. Estamos certos de que fomos muito bem representados por um digno Franciscano, um digno colega da Turma 182-21.

Movimento Pró-Acervo das Arcadas
Movimento independente de acadêmicos da Turma 182-21
      
    
Reportagem de Carlos Lordelo, no site Estadão.edu, disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,alunos-de-direito-da-usp-ficarao-parados-ate-segunda-feira,551340,0.htm


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Alunos de Direito da USP ficarão parados até segunda-feira
Estudantes protestam contra mudanças na biblioteca

13 de maio de 2010 | 13h 26
Carlos Lordelo - Estadão.edu

Alunos da Faculdade de Direito da USP decidiram permanecer paralisados até segunda-feira, dia 17. Os estudantes manifestam repúdio ao processo de mudanças na biblioteca e atitudes do vice-diretor, Paulo Borba Casella, que na sexta-feira passada tentou revogar ordem de transferência dos livros para o prédio histórico.

Enquanto os alunos participavam de assembleia nesta manhã, cerca de 30 caixas com livros que estavam no prédio anexo, na rua Senador Feijó, estão sendo transferidos para o prédio histórico. As mundanças do acervo prococaram a manifestação ocorrida na quarta-feira no pátio das Arcadas e a paralisação dos alunos.

Professores também apoiam os alunos. "Essa é uma manifestação em defesa da ordem, todas as instancias são respeitadas" afirmou o professore de direito administrativo, Fernando Menezes. Na segunda-feira, os estudantes farão nova reunião para definir como se portarão.

Decisão judicial da semana passada já exigiu a transferência dos livros encaixotados do prédio anexo, na rua Senador Feijó, para o histórico. Na última sexta-feira, dia 7, depois da ordem, enquanto o atual diretor, Antonio Gomes Magalhães Filho, estava hospitalizado, o vice-diretor Casella tentou revogar a ordem de transferência, ameaçando, inclusive, funcionários. Casella é ligado ao ex-diretor da faculdade João Grandino - o atual reitor da USP e responsável pela mudança na biblioteca. Alunos pedem a renúncia de Casella da vice-diretoria e até a saída de Rodas.

No ato da noite passada, Magalhães foi ovacionado pelos estudantes. Eles entendem que o atual diretor está sendo pressionado pela reitoria da USP para manter os livros no anexo. O diretor afirma que até sábado todos os livros encaixotados estarão de volta ao prédio histórico. "Eu faria a mudança de forma mais pensada, mas agora nao há o que fazer. Temos que resolver", afirmou.

O diretor, que defende a "expansão" da biblioteca, não quis comentar a atitude de seu vice e afirmou manter boas relações com Rodas. Ele informou que está negociando com a reitoria prioridade para a liberação de verbas para a reforma do prédio na Rua Senador Feijó - que também não tem prazo definido para a conclusão.


Salas de aula

O batismo de salas com nomes dos doadores - o escritório de advocacia Pinheiro Neto e os herdeiros do banqueiro Pedro Conde - também provocou prolêmica. A tradição é que as salas sejam nomeados por antigos professores da faculdade, condição na qual os dois não se encaixam.
  

O Ato do 12 de Maio: Notícia versão impressa O Estado de São Paulo

  
O Estado de São Paulo aborda de forma mais clara a questão defendida pelo Movimento Pró-Acervo das Arcadas - os problemas que oferecem riscos à segurança de nosso Acervo, dos funcionários e dos usuários das bibliotecas levadas ao Anexo IV.

Nas bancas, hoje.

Caderno Vida, página A21.

Clique na imagem para ampliar.
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O Ato do 12 de Maio: Notícia no G1

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Matéria do portal G1 sobre o ato.
Disponível em: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/05/alunos-de-direito-da-usp-protestam-por-volta-de-livros-e-contra-reitor.html

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12/05/2010 19h57 - Atualizado em 12/05/2010 19h57

Alunos de direito da USP protestam por volta de livros e contra reitor
Estudantes querem que biblioteca volte a prédio principal.
Outra reclamação é de possível intervenção de reitor na faculdade.


Do G1, em São Paulo

Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) fazem uma manifestação nesta quarta-feira (12) para reivindicar a volta de livros para bibliotecas do prédio histórico da faculdade, no Largo São Francisco, no Centro de São Paulo. Alunos reclamam ainda de possível intervenção do reitor da universidade, e ex-diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, na unidade.

Os alunos querem ainda o cancelamento da obrigação de entrega da tese de conclusão da turma do 5º ano devido à impossibilidade de uso dos livros, segundo o coordenador de comunicação do centro acadêmico XI de Agosto, Thales Coimbra.

Em janeiro, cerca de 180 mil livros foram levados para um prédio anexo, na Rua Senador Feijó, para que salas de aula pudessem ser abertas na faculdade. Segundo os estudantes, o prédio da Senador Feijó tem vazamentos de água que chegaram a atingir cerca de 500 livros guardados em caixas.

No dia 6 de maio, o Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo entrou com pedido de liminar para que a USP transferisse, em até 72 horas, os livros armazenados no prédio anexo para o prédio histórico.

Segundo o estudante e coordenador político e social do centro acadêmico, Guilherme Siqueira de Carvalho, na última sexta-feira (7), na ausência do diretor da faculdade, Antonio Magalhães Gomes Filho, a transferência de livros foi suspensa. "Foi uma ordem do vice-diretor (Paulo Borba Casella), que é ligado ao reitor", disse Carvalho. O estudante diz ainda que o reitor ameaça cortar verbas da faculdade.


Arrumados

O diretor da faculdade, Antonio Magalhães Gomes Filho, afirmou ao G1 que cerca de 90 mil livros estão arrumados em locais apropriados no prédio da Rua Senador Feijó. Parte dos outros 90 mil foram transferidos para o prédio histórico e outra parte deve ser transportada no sábado (15).

“Houve um vazamento de água (no prédio da Senador Feijó), mas não atingiu os livros, segundo bibliotecárias que trabalham lá. Até agora não constatamos nada”, disse Gomes Filho.

Segundo o diretor, parte do prédio anexo já passa por reforma. Após os reparos, o prédio deverá abrigar toda a biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

Sobre os prazos de entrega das teses, Gomes Filho afirmou que já foram dilatados e que a questão será examinada novamente nesta quinta-feira (13).

O diretor não quis comentar as acusações dos alunos contra o reitor João Grandino Rodas e o vice-diretor Paulo Casella. A reitoria da universidade também não irá comentar o assunto, segundo a assessoria de imprensa.

Procurado por telefone, na faculdade, às 20h, o vice-diretor Paulo Borba Casella não foi encontrado.
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O Ato do 12 de Maio: notícia na FOLHA

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A Folha de São Paulo abordou o assunto de forma um pouco diferente, com ênfase na questão dos nomes das salas. Nas bancas de hoje.

Reportagem de Uirá Machado.

Clique na imagem para ampliar.
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O Ato do 12 de Maio: Notícia no ESTADÃO.EDU

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Reportagem de Paulo Saldaña.


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Cerca de mil estudantes protestam no Largo São Francisco
Alunos são contra mudança da biblioteca e placas com nomes de doadores

12 de maio de 2010 | 20h 15
Paulo Saldaña - Especial para o Estadão.edu

Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) fazem ato de protesto na noite desta quarta-feira, 12, no Largo São Francisco. Eles são contrários ao processo de mudança do acervo da biblioteca para o prédio anexo, na Rua Senador Feijó, que está em condições precárias, e ao batismo de salas novas com nomes dos doadores - o escritório de advocacia Pinheiro Neto e os herdeiros do banqueiro Pedro Conde.

Reunidos no pátio das Arcadas, os estudantes envolveram alguns pilares do edifício com panos pretos e pedem o afastamento do reitor da USP, João Grandino Rodas, que dirigiu a unidade até o ano passado. Em votação, eles decidiram interromper as atividades na faculdade nesta quinta.

Decisão judicial da semana passada já exigiu a transferência dos livros encaixotados do prédio anexo para o prédio histórico. Alunos e professores garantem que parte do acervo continua na Rua Senador Feijó. Rodas foi responsável pela mudança da biblioteca.

Na última sexta-feira, 7, depois da ordem judicial, enquanto o atual diretor, Antonio Gomes Magalhães Filho, estava hospitalizado, o vice-diretor Paulo Borba Casella - ligado a Rodas - teria tentado revogar a ordem de transferência.

Magalhães foi ovacionado durante o ato. Os estudantes avaliam que o atual diretor está sendo pressionado pela reitoria da USP para manter os livros no anexo. Segundo o atual diretor, a manifestação é legítima e disse que, até sábado, todos os livros encaixotados estarão de volta ao prédio histórico.

"Eu faria a mudança de forma mais pensada, mas agora nao há o que fazer", afirmou.

O diretor, que defende a "expansão" da biblioteca, não quis comentar a atitude de seu vice e afirmou manter boas relações com Rodas. Ele informou que está negociando com a reitoria prioridade para a liberação de verbas para a reforma do prédio na Rua Senador Feijó - que também não tem prazo definido para a conclusão.


Placas

Outra polêmica que envolve a faculdade tem a ver com os nomes das novas salas do prédio histórico. A reforma para o auditório, no primeiro andar, e a sala, no térreo, foi feita com verba substancial doada pelos herdeiros do banqueiro Pedro Conde e do advogado Pinheiro Neto, razão pela qual foram batizadas com seus nomes. Os alunos também estão protestando contra essa decisão, cobrindo com panos pretos os nomes das salas. A tradição manda que apenas professores da casa deem nomes a salas.

Um recurso contra os nomes das salas está sendo analisado, segundo Magalhães, pela Congregação - órgão deliberativo máximo da Faculdade de Direito. Enquanto isso, os nomes serão mantidos. "Sou favorável que a faculdade receba auxílio externo e inclusive reconheça esse auxílio colocando os nomes em salas de aula", disse. "Outra conversa é como foi feito isso."
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CURTA NOTA: Noite impressionante

  
Neste memorável 12 de maio, as Arcadas tremeram. Literalmente, porque até bomba de fumaça chegou a ser lançada. 

Antes que se preocupem, esclareço que a bomba, que explodiu exatamente ao lado de vários dos representantes do Pró-Acervo, não tinha grande potencial ofensivo. Foi produzida com pólvora e papel alumínio, e pequenas pedras para iniciar a ignição. Uma "biribinha" tamanho-familia, do tamanho de uma batata. Entre molecagem ou ato calculado, o fato é que era uma bomba de fumaça, como muitas torcidas organizadas utilizam em jogos.

REPUDIAMOS essa ideia estúpida e irresponsável, embora PAREÇA que o propósito fosse só chamar atenção. Oras, que se faça isso com meios lícitos e menos arriscados. Nada justifica colocar em risco a segurança das pessoas.

Fora este pequeno e isolado incidente, durante toda a noite o Território Livre das Arcadas foi totalmente tomados pelos alunos, acompanhados de professores e funcionários. Absolutamente impressionante. Emocionante. Memorável. 

Segundo as palavras de alguns dos professores que se pronunciaram, a última vez que uma manifestação ganhou tal dimensão nas Arcadas fora na campanha "Fora Collor", em 1992.

Nos próximos posts, traremos mais informações e fotos. Estamos reunindo o material necessário. Como a imprensa esteve presente, é provável que tenhamos novidades na mídia.


Parabéns ao Centro Acadêmico XI de Agosto, à Representação Discente, aos partidos Resgate, Fórum da Esquerda, Paradigma e Tribuna Livre, por terem deixado de lado suas posições partidárias em prol de um objetivo justo e comum.

O Movimento Pró-Acervo reafirma sua absoluta convicção de que O ACERVO DAS ARCADAS DEVE SER PROTEGIDO, e que para tanto, manifestações de força e união como a desta noite são necessárias à causa.

Durante o Ato, foi votada por ampla maioria a paralisação de todas as atividades acadêmicas nesta quinta-feira, com vigília e atividades como reuniões e aulas magnas, tanto para o matutino como para o noturno.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ato nas Arcadas: notícia no ESTADÃO.EDU

  
Disponivel em:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,direito-da-usp-faz-manifestacao-por-transferencia-de-biblioteca,550411,0.htm

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Direito da USP faz manifestação por transferência de biblioteca
Apesar de ordem judicial, apenas parte dos livros foi transferida
11 de maio de 2010 | 21h 52
Paulo Saldaña - Especial para o Estadão.edu

Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) farão manifestação nesta quarta-feira, às 19 horas, contra o processo de mudanças do acervo biblioteca. Mesmo após decisão judicial da última semana - que exigia a transferência para o prédio histórico da instituição de todos os livros encaixotados -, alunos e professores garantem que parte deles ainda permanece no prédio anexo, na Rua Senador Feijó - que está em condições precárias. 

"A biblioteca continua inacessível para nós", afirmou Marcelo Thilvarquer, 20 anos, aluno do 3º ano. Em documento divulgado pelo centro acadêmico XI de Agosto, o alunos frisaram que a faculdade de Direito "nunca é paralisada por qualquer motivo", o que de denota "a gravidade da situação". Segundo o documento, o ato é necessário porque as recentes atitudes da direção colocam em risco a maior biblioteca jurídica do Brasil. 

Professores e alunos expõe o que seria uma queda de braço com o ex-diretor da faculdade João Grandino Rodas - atual reitor da USP -, responsável pela transferência no ano passado da biblioteca para o prédio anexo. Na sexta-feira (7), depois da ordem judicial, enquanto o atual diretor, Antonio Gomes Magalhães Filho, estava hospitalizado, o vice-diretor Paulo Borba Casella - ligado a Rodas - tentou revogar a ordem de transferência. "Ele chegou a ameaçar funcionários da biblioteca", disse uma professora, que preferiu não se identificar. 

A manifestação dos alunos, no histórico pátio das Arcadas, será também de apoio ao atual diretor e repúdio aos atos autoritários do reitor e do vice-diretor. "A faculdade está de luto", disse Thilvarquer. As obras encaixotadas no prédio da Senador Feijó chegaram a ser atingidas por vazamentos na semana passada, um dos motivos que fez com que a Justiça ordenasse a transferência. A biblioteca da faculdade já provoca atritos desde o ano passado. A mudança de todo o acervo de dois importantes acervos - a circulante e as departamentais - para o prédio anexo foi decidida pelo ex-diretor João Grandino Rodas. 

Segundo ele, a transferência teria sido necessária para liberar espaço para novas salas de aula no prédio histórico. Desde janeiro, parte dos livros ainda está encaixotada e alunos reclamam que têm tido problemas quando precisam consultar alguma bibliografia. Além disso, o prédio está em péssimas condições.

Ato nas Arcadas: notícia na FOLHA ONLINE

 
Disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u733704.shtml

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11/05/2010 - 21h42
Após decisão da Justiça, Faculdade de Direito da USP começa a transferir livros

da Reportagem Local

A direção da Faculdade de Direito da USP deu início, no sábado, à transferência dos livros das bibliotecas departamentais que estavam, desde o início do ano, guardados em caixas no prédio da rua Senador Feijó.

Justiça determina que Faculdade de Direito mude livros de prédio
Fuvest divulga as 53 melhores redações do vestibular 2010
Instituto da USP é suspeito de guardar corpos em baldes 

A decisão acatou determinações do Ministério Público e da Justiça Federal, que exigiam a volta do acervo para o prédio histórico do Largo São Francisco. 

O diretor Antonio Magalhães Gomes Filho não soube informar quantas caixas já foram transportadas, mas afirmou que, até o fim da semana, todo os livros que continuam encaixotados serão transferidos.   

A falta de acesso ao acervo da biblioteca provocou uma crise entre estudantes e a direção. Nesta quarta-feira (12), os alunos pretendem fazer uma manifestação no Pátio das Arcadas, com a presença de professores.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Centro Acadêmico XI de Agosto convoca ato e paralisação

 
O Centro Acadêmico XI de Agosto divulgou informe eletrônico extraordinário, relatando sua versão dos fatos recentemente ocorridos. São acusações contundentes, sobre gravíssimos fatos, que precisam ser apurados.

Abaixo, transcrevemos parcialmente o conteúdo do informe, restrito à parte que diz respeito às Bibliotecas.

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INFORME ELETRÔNICO
Centro Acadêmico XI de Agosto
108ª Diretoria

Edição Extraordinária - São Paulo, 10 de maio de 2010


1. Tempos Absurdos
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Vivemos tempos absurdos na São Francisco.

Nos últimos meses, a maior biblioteca jurídica do Brasil foi transferida para um prédio que não faz inveja a um cortiço. Vimos salas serem nomeadas por meio de um ato do antigo diretor, que não foi publicada, tampouco levou em conta o debate que ocorria, seja entre os alunos, seja na Congregação. Assistimos a um vice-diretor ameaçar a carreira acadêmica de um professor pelo simples fato de protestar pela volta dos nossos livros ao Prédio Histórico. E, em meio a tudo isso, aqueles que deveriam ser referências, nossos professores, digladiar-se feito crianças birrentas, sem qualquer preocupação com o futuro de nossas Arcadas.

Últimos dias - No final da semana passada, a situação se tornou insustentável. A repercussão do vazamento de água no Anexo IV (novo prédio da biblioteca?!) caiu como uma bomba, não só na Faculdade, como também na imprensa. Assim, a volta dos livros, que já havia sido recomendada pela comissão das bibliotecas,  tornou-se inadiável. Já na quarta-feira, a Diretoria havia anunciado que a transferência se daria no sábado. Após meses de pressão por atos a que não deu causa, nosso diretor, Antonio Magalhães Gomes Filho, nessa sexta-feira, foi internado, acometido de dores no peito. Aproveitou, portanto, o dia para realizar uma série de exames de rotina.

Tentativa de golpe - Poucas horas depois de nosso reitor, João Grandino Rodas, responsável pela malfada transferência do acervo, ter tentado entrar em contato com o Professor Magalhães, que estava hospitalizado, o Professor Paulo Borba Casella, Vice-Diretor da Faculdade e de notória proximidade com o reitor, adentrou a sala da Diretoria e tentou revogar a ordem de volta dos livros ao Prédio Histórico. Os funcionários da Diretoria estranharam a mudança de ordem, e procuraram o Diretor, a fim de checarem a informação. Devido a esta resistência, o prof. Casella vociferou contra os funcionários, ameaçando-os desde transferências para a Cidade Universitária, até mesmo de instaurar processo administrativo disciplinar, tal como já fizera com o Professor Hélcio. O prof. Casella somente foi detido quando outros professores intervieram na questão, lembrando ao nobre titular de Direito Internacional que não poderia faze-lo, vez que o prof. Magalhães não estava licenciado da Diretoria, logo, não era a ele que cabia revogar a decisão.

Transferência das bibliotecas - No sábado, após o tumulto, o transporte de volta dos livros foi iniciado. Infelizmente, este também não se deu sem incidentes. Visivelmente contrariada, a nova diretora da Biblioteca, Andréia, nomeada pelo reitor Rodas nas famigeradas portarias, buscava, a todo tempo, desqualificar a decisão pelo retorno ou até mesmo tumultuá-lo, não cooperando, nem orientando a empresa contratada para transferir os livros adequadamente. Quando, no meio da manhã, uma fina garoa começou a cair, Andréia sugeriu encerrar a transferência. A isso se soma a falta de educação com que tratava os que acompanhavam o processo, inclusive chegando a bater boca com a Professora Ana Elisa Bechara, representante da Comissão das Bibliotecas. A mudança das caixas ainda não foi concluída, a despeito da ordem judicial para que os livros retornem (http://www.jfsp.jus.br/20100507-livrosusp).

Representação no Ministério Público Estadual - Devido ao completo absurdo da situação instalada, o XI apresentou uma representação ao Ministério Público de São Paulo, para que apure as responsabilidades diante de tamanho descaso ao patrimônio público, bem como a possibilidade de nosso reitor, quando ainda diretor da Faculdade, ter incorrido em improbidade administrativa.

Esgotamento dos meios institucionais - Após meses tentando uma solução institucional para o problema (o XI de Agosto protocolou mais de 10 ofícios desde o início do ano questionando e cobrando as atitudes da Diretoria e da Antiga Diretoria), o Centro Acadêmico não vê outra opção além de uma manifestação de caráter político e mais agressivo para a situação instalada na Faculdade. O Diretor tem sido pressionado por diversos atores, de um lado, o Reitor da USP que não quer a volta dos livros por questões pessoais; por outro o corpo discente que quer ver a situação normalizada o quanto antes. Ainda assim, tem sempre se mostrado democrático e solícito com todos; portanto, precisamos trabalhar juntos, independente de  é que queremos demonstrar nosso apoio ao Professor Magalhães. Contudo, esta insustentável situação não será contornada sem pressão política. Por isso, chamamos os alunos a uma paralisação simbólica a ser realizada nesta quarta-feira à noite. Nesta data, o Centro Acadêmico realizará um ato no Pátio das Arcadas por tudo o que tem acontecido na nossa Faculdade, fruto dos últimos atos do antigo Diretor João Grandino Rodas. Neste ato pediremos a responsabilização do antigo diretor por seus atos, a regularização da situação das bibliotecas o mais rápido possível, a não obrigatoriedade de tese de láurea para os quinto-anistas em 2010, o repúdio as seguidas atitudes destemperadas do Vice-Diretor Paulo Borba Casella e o afastamento da atual diretora das bibliotecas, Andréia. Em um momento limite, é necessário que todos os franciscanos se unam para que a Faculdade volte à normalidade.

Participe!

Ato no Pátio das Arcadas, quarta-feira, às 19 horas.



domingo, 9 de maio de 2010

Preocupações não infundadas

  
O leitor que nos acompanha deve se lembrar do post "Motivos para preocupação?", publicado dias atrás. Externamos nossas preocupações antes do início da operação de transferência, em que parte do Acervo (ainda empilhada) seria transferida para a área antes ocupada pela Circulante, no edifício histórico.

O post pode ser relido pelo link abaixo:

Há situações em que desejamos que os fatos comprovem estarmos errados. Mas, tal como não podemos fugir à lei da gravidade, que aliás tem efeito erga omnes e está sendo aplicada com rigor sobre os livros de nosso Acervo, também parece produzir amplos efeitos a Lei de Murphy.

Somos favoráveis à revogação de tal lei, mas ainda não estamos muito certos sobre a quem caberia a competência para legislar a matéria, que parece mais própria do Direito Internacional. A Ciência há de comprovar, no futuro, que se trata de matéria de competência interplanetária.

Em relação às "leis" em comento, estas parecem corroborar a posição monista de Kelsen: em qualquer lugar do planeta, as fatias de pão continuam caindo com a manteiga virada para baixo, conforme Lei da Gravidade c/c Lei de Murphy. A quem poderíamos recorrer para revogá-las? Talvez ao CS da ONU?

Enquanto não se revogam tais leis impiedosas, melhor medida a adoção da cautela ao levar adiante operações complexas. Para tanto, planejamento e experiência costumam ser boas medidas. Na falta de experiência, a busca de apoio técnico especializado é medida imperativa. Afinal, falta de experiência, por si, em nada denigre a pessoa, embora possa ser pré-requisito para algumas funções profissionais de maior sensibilidade à Administração; mas eventual excesso de auto-confiança talvez seja desvio menos aceitável, em especial quando coloca em risco patrimônio e segurança alheios.

Tudo isto para trazer-lhes a triste notícia de que a transferência do Acervo empilhado não foi completada.

De acordo com as informações compatilhadas pelo Representante Discente Renan Fernandes, a operação de transferência do dia 08 de maio não se completou devido a "problemas internos da empresa e da falta de organização do processo por parte da diretora da biblioteca".

Lembremo-nos de que, provavelmente, a Diretoria será intimada nesta segunda-feira, dia 09 de maio, iniciando-se o prazo de 72 horas determinada pela juíza federal. Quais serão as consequências? A descobrir.

Também nos preocupam os indícios cada vez mais evidentes de que as recentes decisões envolvendo o Acervo não são pautadas em critérios técnicos ou, pelo menos, que os critérios adotados são no mínimo discutíveis - já que os resultados se mostram desastrosos.

"Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo, piora."

Para aqueles que dão causa, a Lei de Murphy é inescapável.

sábado, 8 de maio de 2010

Decisão da liminar, na JFSP

Segundo informações recebidas, no início da noite de 07/maio/2010, foi concedida liminar à ação cautelar do MPF-SP, ajuizada pela Dra. Ana Cristina.

Abaixo o trecho final da decisão, segundo o documento ao qual tivemos acesso.

Disponível em:
http://www.jfsp.jus.br/20100507-livrosusp
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[...]

Ante o exposto, DEFIRO, em parte, A LIMINAR, para:

a) Determinar a intimação da Diretoria da Faculdade de Direito do Largo São Francisco desta liminar e do prazo de 72 (setenta e duas) horas para concluir a prometida transferência das caixas com os livros para o prédio histórico;

b) acondicionar os livros em prateleiras, no prazo de 30 (trinta) dias;

c) intimação da Biblioteca Nacional para indicar profissionais que acompanhem o acondicionamento das obras e verifiquem eventual interesse da União no tombamento do acervo, comunicando ao juízo em 30 (trinta) dias, ainda que por amostragem;

d) intimação do Corpo de Bombeiros para realização de nova vistoria, apresentando laudo, em 15 (quinze) dias, e para as constatações requeridas pelo autor;

Citem-se a ré, o IPHAN e a Biblioteca Nacional como requerido.

Após, tornem conclusos para verificar a necessidade de outras provas, o cumprimento da liminar e a competência deste juízo.

Int.

São Paulo, 07 de 2010, às 18 horas.
FERNANDA SORAIA PACHECO COSTA
Juíza Federal Substituta
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Notícia no site do MPF-SP

Disponível em:
http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/noticias_prsp/mpf-sp-move-acao-para-que-usp-tire-livros-de-anexo-da-faculdade-de-direito

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07/05/10 - MPF-SP move ação para que USP tire livros de anexo da Faculdade de Direito

Livros levados para Anexo IV ainda não estão disponíveis ao público; alagamento no último dia 3 de maio atingiu andar onde está o acervo

O Ministério Público Federal em São Paulo ingressou ontem com uma ação cautelar com pedido de liminar e produção antecipada de prova para que a Universidade de São Paulo transfira, em até 72 horas, os livros armazenados inadequadamente no anexo IV da Faculdade de Direito da USP desde o final de janeiro deste ano, de volta ao antigo espaço onde funcionava a biblioteca departamental ou outro espaço no prédio histórico da faculdade, no Largo São Francisco, no centro da Capital.

Além do retorno dos livros ao prédio histórico, a procuradora da República Ana Cristina Bandeira Lins, responsável pelo caso, pede que a Justiça Federal determine que, após o retorno dos livros à sede da faculdade, que todas as caixas sejam abertas e todos os livros armazenados em estantes, possibilitando novamente o acesso do público e da comunidade acadêmica às obras, em até 15 dias.

Para o MPF não há mais dúvida de que a mudança de parte do acervo da Biblioteca da Faculdade de Direito da USP para o anexo IV se deu de forma “açodada”. O caso ganhou contornos dramáticos no último dia 3 de maio, quando um vazamento iniciado no quinto andar desceu por elevadores e escadas, atingindo o terceiro andar do novo prédio um dos três ocupados pelos livros, que, em parte, permanecem encaixotados desde a mudança, conforme noticiou o Centro Acadêmico XI de Agosto e o jornal O Estado de São Paulo, em reportagem publicada no último dia 4.

O MPF requer ainda que só sejam transferidos os livros da antiga Biblioteca Departamental para o Anexo IV da faculdade após a apresentação de laudo assinado por engenheiro civil, e vistoria do Corpo de Bombeiros, atestando condições estruturais do edifício para o funcionamento de biblioteca (com exame, inclusive, dos equipamentos hidráulicos e elétricos, por conta de risco de inundação e incêndio), bem como aprovação da mudança definitiva pelos órgãos responsáveis da faculdade. Caso seja concedida a liminar, o MPF requer a aplicação de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

A ação cautelar é uma medida preparatória visando a instrução de uma ação civil pública, que será ajuizada em breve questionando a mudança e visando a salvaguarda de parte do acervo da histórica biblioteca, fundada em 1827 e uma das mais antigas do país. A atuação do MPF neste caso se justifica devido a importância histórica e acadêmica, inclusive internacional, do acervo. O acervo de Direito Romano, por exemplo, é considerado o melhor da América Latina e o de Direito Comercial, um dos melhores do mundo. Há milhares de obras fora de catálogo.

Na cautelar, distribuída à 23ª Vara Federal Cível, o MPF pediu que seja questionado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional, o Iphan, se o órgão tem interesse em ingressar com o MPF na ação.

MUDANÇA-SURPRESA - O MPF começou a apurar notícias de mudança do acervo da Biblioteca da Faculdade de Direito desde o ano passado. Em junho, a faculdade respondeu ao MPF que não havia planos para mudar a biblioteca de endereço. Em março, iniciado o ano letivo de 2010, o MPF foi surpreendido pela notícia da mudança de parte do acervo para o anexo, ocorrida no final de semana do feriado de 25 de janeiro.

No dia 23 de março, o MPF realizou diligência no local. “Era estarrecedor o estado do acervo transferido para o novo prédio (Anexo IV). Mesmo após passados dois meses de mudança, a imensa maioria dos livros – muitos raros e fora de mercado - ainda permanecia encaixotada. Muitas das caixas, sem força suficiente para agüentar o conteúdo que continham, rasgavam-se nas laterais. Formavam-se pilhas de mais de sete caixas, umas sobre as outras, algumas delas organizadas, outras simplesmente jogadas, com evidente ameaça aos livros”, afirma a procuradora na ação cautelar sobre o que encontrou no local.

O MPF recomendou dois dias depois que os livros fossem retirados das caixas e reorganizados. No dia 9 de abril, a faculdade respondeu que vinha tomando as providências necessárias ao atendimento da recomendação, entretanto o vazamento e as fotos do ocorrido demonstram que “grande parte do acervo ainda não está disponível ao público e nem em boas condições de preservação”.

Ação cautelar nº 0010233-21.2010.4.03.6100, distribuída à 23ª Vara Federal Cível.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Motivos para preocupação?

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A aparentemente boa notícia da mudança do Acervo merece algumas reflexões.
 
Não nos parece ser posição confortável aceitar a tese de que só a mudança da forma de acesso ao Acervo seja suficiente para que os volumes a serem transportados caibam no espaço antes ocupado pela Circulante.
 
As caixas atualmente (ou pior, AINDA) empilhadas ocupam espaço muito maior que a ocupada pela circulante. Espaço, ressalte-se, em termos volumétricos significativamente maior.
 
Afinal de contas, de quantos volumes estamos falando? Quantos livros e quantos periódicos?
 
Quantas prateleiras estão previstas para acomodar tais volumes? Não estamos falando só de estantes (dos móveis), mas de quantas prateleiras cada estante terá para acomodar livros. Isto faz MUITA diferença.
 
Até hoje, a Diretoria da FD não disponibilizou os dados que solicitamos para avaliar objetivamente a questão. Por quê?
 
De repente, alivia-nos uma notícia aparentemente positiva: finalmente o Acervo será retirado daquele edifício, para onde só deveria ser levado APÓS completada sua reforma. 
 
Mas precisamos refletir: será mesmo uma solução ou é só mais uma forma de empurrar o problema com a barriga? É só mais uma medida protelatória para fugir aos questionamentos do MPF?
 
"A forma de acesso ao Acervo será indireta" - é a justificativa alegada para que os volumes caibam no espaço da antiga Circulante. Indireta, pois, significaria adotar o procedimento e, quem sabe, a mesma forma de ORGANIZAÇÃO física da Biblioteca Central.
  
Mas a Central tem DOIS andares para acomodar seus quase 200 mil volumes. Os números estão incorretos? Por favor, estamos esperando que alguém nos corrija desde que oficiamos nossos questionamentos.
  
Eis a nossa preocupação com a solução oferecida: se os livros vão todos para o espaço da Circulante, e só isso, então talvez vejamos as pilhas de livro simplesmente mudar de endereço, formando PILHAS EM OUTRO ESPAÇO.
   
Seria esta uma situação temporária? Bem, os prazos até agora têm se mostrado incompatíveis com as necessidades. Nada acontece até que se torne urgente e, diante da urgência, não raro é esquecida a prudência. E se as "medidas imediatas" já perduram meses sem solução, quanto tempo as novas pilhas demorarão para se transformar em EFETIVO ACESSO?
   
Com o devido respeito à Diretora da Biblioteca, ficamos curiosos sobre suas experiências anteriores, à frente de operações logísticas de tal envergadura. Que nossos temores sejam apenas excesso de zelo.
  
Talvez seja boa providência questionar à ilustre Diretora da Biblioteca qual é o planejamento a ser adotado. Aliás, já que a decisão de movimentação foi tomada, devemos concluir que o planejamento existe e já está sendo colocado em prática. Então os dados de quantos volumes serão transportados, qual será a área de projeção ocupada, o número de estantes e prateleiras, quantos funcionários estarão envolvidos na organização e quantos estarão envolvidos na disponibilização, o tempo necessário à operação de transporte e disponibilização do Acervo, tudo isso poderá ser respondido de imediato.
  
Ou não?
     

Notícia na Folha de São Paulo

Embora não tenha recebido o destaque que consideramos adequado, registre-se que houve uma nota com foto sobre o assunto no jornal Folha de São Paulo, em 05 de maio passado.

Clique na imagem para ampliar.

Nova notícia no Estadão.edu

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MPF entra com ação para remoção de livros da São Francisco

Pedido de liminar foi feito agora à noite; obras estão encaixotadas e foram atingidas por vazamento

06 de maio de 2010 | 20h 01

Paulo Saldaña e Carolina Stanisci - Estadão.edu
O Ministério Publico Federal em São Paulo entrou na noite de ontem com ação na justiça com pedido liminar requisitando a imediata transferência de todos as caixas com livros da biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo para o prédio histórico da unidade. Desde o começo do ano, parte do acervo da biblioteca permanece em caixas em um prédio anexo à faculdade, na rua Senador Feijó.

O pedido do MPF, distribuído à 23ª Vara Federal Cível da Capital, solicita a transferência no prazo máximo de 72 horas, além da abertura de todas as caixas e acondicionamento dos livros em estantes (em 15 dias). Como as obras teriam sido atingidas por vazamento ocorrido no prédio nesta semana, a procuradora Ana Cristina Bandeira Lins, que assina a ação, exige laudo e vistoria do Corpo de Bombeiros que ateste as condições estruturais do edifício para o funcionamento da biblioteca. Na ação, o MPF ainda pede a imposição de multa no valor de R$ 50 mil por dia de violação.

Como o Estadão.edu adiantou, a decisão de transferir os livros já havia sido tomada na noite passada em reunião entre a direção e um conselho formado para resolver problemas relacionados ao acervo. A transferência está marcada para o próximo sábado (8).

Segundo funcionários da biblioteca, que preferiram não se identificar por temer represálias da universidade, o vazamento começou no encanamento do 5º andar do prédio - localizado na rua Senadro Feijó - por volta das 21h40 de segunda-feira (3). O vazamento foi adiantado pelo Estado, e citado na ação.

A direção da biblioteca nega os danos, mas confirmou a mudança. "Na verdade, o material vai vir temporariamente para o prédio histórico para ficar na antiga (biblioteca) circulante", afirmou a nova diretora da biblioteca, Andréia Wojcicki. "Nenhum livro foi prejudicado pelo vazamento, a remoção acontecerá para organizarmos as estantes."

Mudanças do local da biblioteca já provocam atritos entre alunos e diretoria desde fevereiro, quando a mudança para o prédio da Rua Senador Feijó foi decidida pelo então diretor da unidade, João Grandino Rodas - atual reitor da USP. segundo Rodas, a reforma e transferência teriam sido necessárias para liberar espaço para novas salas de aula no prédio histórico.

Desde a época, a maior parte dos livros ainda está encaixotada e alunos reclamam que têm tido problemas quando precisam consultar alguma bibliografia. Uma funcionária da faculdade contou à reportagem que o local onde a biblioteca funciona está "abandonado". "As paredes estão porosas, os fios expostos, chão quebrado, sem janela. Tem até bichos mortos no local", disse ela, que preferiu manter o anonimato.

Foram os estudantes que procuraram o MPF. Ano passado, a procuradoria havia instaurado um inquérito civil para apurar a reforma. O prédio histórico, inclusive a biblioteca, são tombados pelo patrimônio municipal e estadual. Em março, a procuradora recomendou à direção da faculdade que tirasse das caixas os livros em 30 dias, o que não ocorreu.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Notícia no portal do Estadão

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Abaixo, notícia publicada no Estadão.com.br, sobre a inacreditável situação no Anexo IV.
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Disponível em:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547163,0.php
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Vazamento na São Francisco revolta alunos
Água atingiu cerca de 500 obras da biblioteca da Faculdade de Direito; estudantes prometem ato
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05 de maio de 2010
0h 00
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Um vazamento ocorrido anteontem na biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo molhou vários livros encaixotados no local desde o início do ano. A acusação vem de alunos e funcionários, que prometem procurar o Ministério Público e organizar uma manifestação contra a diretoria da unidade.
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Cerca de 500 livros do acervo podem ter sido afetados pela água. Segundo funcionários da biblioteca, que preferiram não se identificar por temer reprimendas da universidade, o vazamento começou no encanamento do 5.º andar do prédio por volta das 21h40 de segunda-feira.
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A água teria então vazado pelo fosso do elevador, inativo desde a mudança da biblioteca para o prédio, vizinho da faculdade ? e inundado parcialmente o 3.º piso, onde várias caixas cheias de códigos estavam empilhadas desde o início do ano. "Havia uma cascata caindo dentro do elevador", disse um deles.
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Logo, os funcionários retiraram os livros da área inundada, mas cerca de dez caixas acabaram molhadas. Um bombeiro foi ao local na mesma noite e desligou o registro para parar o vazamento; ontem, não havia água nos banheiros. O acesso à biblioteca só foi permitido aos alunos na tarde seguinte, sob a condição de que fossem acompanhados por uma professora. Quando o grupo entrou, as caixas atingidas já haviam sido retiradas, mas ainda havia poças d"água e manchas de umidade.
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Para o Centro Acadêmico XI de Agosto, a situação é revoltante. "Vamos procurar o Ministério Público e abrir uma representação", disse o coordenador Guilherme Siqueira. O CA promete também manifestação amanhã.
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Falta de estrutura. A briga entre os estudantes e a diretoria sobre a situação da biblioteca data de fevereiro deste ano, quando a mudança para o prédio na Rua Senador Feijó foi decidida pelo então diretor da unidade, João Grandino Rodas, atual reitor da USP. Desde aquela época, a maior parte dos livros ainda está encaixotada e alunos reclamam que têm tido problemas quando precisam consultar alguma bibliografia.
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Procurada pela reportagem, a diretoria da Faculdade de Direito não foi encontrada até 23 horas para comentar o caso.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Água invade edifício das bibliotecas

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Abaixo, informe eletrônico publicado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, sobre GRAVE FATO ocorrido na noite desta segunda-feira.

Enquanto lêem as notícias veiculadas pelo coletivo acadêmico, os atentos leitores lembrar-se-ão de todos os questionamentos levantados e OFICIADOS pelo Pró-Acervo que, embora amplamente aceitos pela Comissão de Bibliotecas, continuam sendo sistematicamente ignorados pela Diretoria.
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Certa vez, tristes linhas foram escritas, segundo as quais "alguns bibliotecários, funcionários e alunos" estariam "insuflando um movimento para questionar a mudança das bibliotecas". Desde a origem discordamos de tais palavras preconceituosas, que se demonstram equivocadas frente à seriedade e ponderação com que o tema sempre foi tratado neste espaço.

Nosso interesse está na segurança do patrimônio e em sua imediata disponibilização, jamais deixando de lado a segurança dos funcionários, professores, alunos e demais usuários. 

Infelizmente, como se vê a cada semana, nossas preocupações não são infundadas. Melhor seria se estivéssemos todos enganados.

Em breve, mais informações. Estamos apurando alguns fatos para posterior publicação.

Abaixo, reprodução integral da Edição Extraordinária do Informe Eletrônico do C.A. XI de Agosto.

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INFORME ELETRÔNICO
Centro Acadêmico XI de Agosto
108º Diretoria


Edição Extraordinária - São Paulo, 04 de maio de 2010
Vazamento na Biblioteca


O Centro Acadêmico XI de Agosto vem atualizar os alunos sobre a questão das Bibliotecas, assunto de grande interesse para toda a Comunidade Acadêmica. 

Nesta segunda-feira, dia 03 de Maio, um grave problema atingiu o prédio Anexo IV, local onde estão sendo instaladas as novas bibliotecas.  Por volta das nove e meia da noite, um vazamento foi localizado no quinto andar do edifício. Apenas dois funcionários estavam no local, já que o funcionamento da Biblioteca Circulante já estava sendo encerrado.

A água escorreu pelo vão dos elevadores e pelas escadas. Segundo informações de funcionários, a água chegou até o segundo andar, onde é localizada a Biblioteca Circulante.  Os funcionários presentes tentaram conter ao máximo o estrago, vedando as portas e afastando as caixas com livros. O corpo de Bombeiros foi chamado para resolver a situação e impedir que mais estragos fossem provocados.

Assim que fomos informados, o Centro Acadêmico XI de Agosto, membros da Comissão de Bibliotecas e da Representação Discente fizeram uma visita ao Anexo IV. Foi claramente possível notar sinais do vazamento pelo prédio, apesar da maior parte da água já ter sido contida. Não tivemos acesso às caixas que foram danificadas pela água, mas funcionários afirmam que algumas delas foram sim danificadas. Segundo eles, o vazamento era suficiente para ter destruído a parte do acervo localizado no terceiro andar do prédio, onde estão armazenadas todas as caixas. Até a tarde de hoje, ainda tinha muita água acumulada no porão do prédio.

O quinto andar, local onde começou o vazamento, possui inúmeros fios desencapados que entraram em contato com a água, o que poderia ter gerado um curto-circuito. Quando isso foi constatado, o Diretor da Faculdade, Professor Antônio Magalhães Gomes Filho, pediu para que a energia do prédio fosse desligada.

Ainda não se sabe o motivo que ocasionou o vazamento. O prédio estava sem água desde sexta-feira para limpeza da caixa. Isso faz com que não seja possível prever se algo semelhante possa ocorrer novamente.

Essa situação é muito grave já que o acervo correu e ainda corre um risco concreto de destruição. O quadro é ainda mais sério se levarmos em consideração que (i) o anexo IV ainda não possui um laudo de segurança; (ii) as caixas continuam empilhadas e desorganizadas; (iii) os livros correm sério risco de dano, já que eles ainda estão tomando sol e não há condições adequadas de ventilação; (iv) as recomendações da Comissão de Bibliotecas ainda não foram atendidas; (v) ainda não foi apresentado um projeto para a nova Biblioteca; (vi) o prédio precisa de reformas urgentes, os elevadores não funcionam, não há banheiros nem acesso para deficientes. Sem contar os estragos já provocados pelo transporte e o manuseio inadequado dos livros, além do possível extravio, perda e dano do acervo nesse processo.

A situação é insustentável. O Centro Acadêmico XI de Agosto atendeu todos os pedidos de prazos feitos pela atual diretoria da Faculdade. Foram dadas todas as oportunidades para que os erros fossem corrigidos. Apesar da diretoria da Faculdade se mostrar muito disposta a dialogar com os alunos, isso não tem se mostrado suficiente, já que faltam medidas concretas de ação. Nem mesmo as recomendações da Comissão de Bibliotecas foram atendidas, os livros encaixotados ainda não têm previsão de volta para o prédio histórico.

O Centro Acadêmico acredita que medidas mais duras devem ser tomadas, uma vez que a diretoria parece inerte nesse processo. A imprensa foi chamada para registrar os últimos acontecimentos e para tornar público todos os problemas e irregularidades que estão ocorrendo na maior Biblioteca jurídica do país.

Resta, por fim, a imposição à Diretoria da Faculdade de Direito para que cumpra imediatamente a recomendação da Comissão das Bibliotecas, de modo que os livros ainda encaixotados retornem imediatamente ao prédio histórico.